DESCASO COM DINHEIRO PÚBLICO
POR LEANDRO VICTOR 7° PERÍODO
Mais um flagrante de descaso com o dinheiro público em pleno coração do Rio de Janeiro. Uma grande estrutura situada no bairro do Estácio no centro da cidade foi destruída por máquinas e ainda faz parte da paisagem ao lado do local que foi usado pelo Comitê para a organização dos Jogos Olímpicos de 2016.
A estrutura metálica poderia ser usada para abrigar áreas de lazer em lugares carentes por exemplo, mas no entanto, se gasta recursos para a construção, para manutenção e na destruição. Enquanto isso, muitas crianças de comunidades carentes sonham com um simples espaço coberto e seguro para fugirem das dificuldades locais praticando esportes, inclusão e esperança.
Escombros de estrutura na rua Ulysses Guimarães
As autoridades cariocas assim como boa parte das autoridades brasileiras, preferem destruir e abandonar recursos ministrados com capital público, ao invés de aproveitar esses recursos e materiais para um melhor uso e assistência aos menos favorecidos.
Desperdício e abandono de capital perante a crise
A instalação de um equipamento como este, destruído na capital carioca, se bem administrado e apoiado pelo poder público e pela iniciativa privada, poderia formar seres humanos mais responsáveis e até possibilitar o surgimento de novos atletas, minimizando assim, a violência e a falta de oportunidades.
Uma produção dos alunos de Práticas de Jornalismo Multimídia da Universidade Estácio de Sá
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
Comunidade angolana no Rio de Janeiro comemora a independência de Angola
Por: Augusto Paulo António
7º Período
Reportagem
A comunidade angolana no Rio de Janeiro, comemorou nesta sexta 11 de novembro a data que é celebrada a Independência de Angola conquistada em 1975. A festa foi organizada pelo Consulado Geral de Angola no Rio de janeiro, com a participação de membros da comunidade angolana, provenientes de outros Estados do Brasil.
11 de Novembro de 1975 representa para os angolanos um marco histórico, com significados amplos, que trouxe a liberdade dos 500 anos de colonização e da escravatura.
Para ver o Vídeo da Reportagem clique aqui
Imperdível! Último dia da peça de teatro 'Bunker play'
Por jessyca Damaso
6º período
6º período
O grupo Oficina de Teatro está se preparando para encerrar a temporada da peça "Bunker play", neste sábado, ás 19h30, em sua sede, que fica na Rua Saldanha Marinho 14. A peça conta a história de dez indivíduos que são postos em confinamento, em condições extremas, numa espécie de gaiola, localizada em uma clínica psiquiátrica, para participarem de um estudo psicológico que vai de encontro com aquilo que é considerado ético. O abandono, o silêncio e a alucinação os transformam pouco a pouco, e cada um deles se vê com um par de objetivos que, analisados de perto, se configuram em um só: a liberdade do corpo com a sanidade da mente.
Isolados, presos, logo silenciados, os personagens de Bunker Play são, juntos, as facetas do ser humano do cotidiano, de personalidade agressiva e fraca, de perspectiva revoltada e entediada em relação ao mundo que o oprime. Cada um deles suscita a análise de questões como a relatividade da culpa, daquilo que é imoral; as consequências do agir e da inércia, próprias ou alheias; e a contaminação do próprio espírito pela brutalidade familiar.
Faixa etária: 18 anos, ingressos R$10,00.
Jornalista esportivo afirma que o maior inimigo da editoria é o tempo
Por Jessyca Damaso
6º período
Confira a entrevista concedida pelo jornalista esportivo Patrick Monteiro que se formou em 2014, na Universidade Cândido Mendes e trabalhou em lugares como no site do Chelsea Brasil e nos jornais O Fluminense e LANCE!
1 – Onde se formou, em qual ano e qual a sua trajetória profissional?
Patrick - Conclui a graduação de Jornalismo em dezembro de 2014, pela Universidade Candido Mendes. Minha primeira experiência foi no site Chelsea Brasil, onde fiquei por um ano, produzindo um trabalho voluntário, mas sendo responsável pelos principais conteúdos do site. No sexto período, comecei a estagiar no jornal O Fluminense, onde fiquei por dois anos (um como estagiário, além de seis meses como trainee e seis meses como profissional da casa). Lá, tive minha maior experiência profissional, pois, ainda como estagiário, cobri a Copa do Mundo FIFA Brasil 2014, in loco. Foram seis jogos: três pela fase de grupos (Bélgica x Rússia, Chile x Espanha e França x Equador), uma oitavas de final (Colômbia x Uruguai), uma quartas de final (Alemanha x França) e a final (Alemanha x Argentina). Na sequência, fui para o Diário LANCE!. Nesta empresa, foram sete meses de trabalhos variados (sempre relacionados ao futebol), como a cobertura do Fluminense FC, na condição de setorista.
2 – Você acha que o jornalismo esportivo vem perdendo sua essência e vem dando lugar a uma mistura de jornalismo com o entretenimento?
Patrick - Acho que seria um erro responder "sim" ou "não". O jornalismo esportivo, no contexto geral, segue com sua essência. Porém, não se pode negar que, atualmente, existe uma forte preocupação com o entretenimento, a qual eu considero exagerada. Não é difícil notar esse "exagero" ao assistirmos alguns programas de canais de TV especializados no assunto e acompanharmos suas respectivas páginas em redes sociais. Creio que isso aparece menos nos canais mais tradicionais e com mais "tempo de estrada". Isso também está muito ligado ao gosto do consumidor, mas eu, particularmente, como "consumidor", ainda prefiro acompanhar o esporte de forma mais técnica e menos "espetacularizada". Nas rádios e nos sites, esse "fenômeno" também acontece. Entendo que os jornais impressos seguem mais tradicionais, em sua maioria, na comparação com os outros mencionados acima. No caso das TVs abertas, que cobrem o esporte eventualmente, considero mais aceitável essa preocupação com o "show midiático", já que elas precisam abranger um público muito heterogêneo.
3 – O que diferencia uma abordagem de uma editoria esportiva para uma de outra editoria?
Patrick - A editoria esportiva sempre vai ser mais "alegre". É uma linguagem muito mais leve e próxima do receptor da mensagem. Porém, caso o repórter não fique atento, isso pode empobrecer seu texto, o que não é legal. Resumindo, o esporte te dá toda a liberdade para você explorar o seu texto, quebrar o protocolo do engessado "lead", etc. Mas é preciso ter criatividade para não se perder no meio das linhas.
4 – Quais são as maiores dificuldades encontradas na produção de matérias em uma editoria esportiva?
Patrick - O grande inimigo, hoje, não só do esporte, mas de todas as editorias, é o tempo. A internet contribuiu muito para facilitar o trabalho do repórter, mas tirou-lhe a paz. Uma coisa que me deixa bastante chateado é que a grande preocupação das empresas deste ramo passou a ser "publicar primeiro que o concorrente". Em nome desta velocidade desregulada, vale tudo, até uma informação errada (infelizmente). Apesar de ter essa opinião, já peguei o jornalismo na era moderna e, portanto, não tenho vivência em uma redação sem estes recursos técnicos e sua consequente exigência por velocidade. No entanto, ainda assim, vejo isso como um opositor ao bom trabalho. Textos bem elaborados estão cada vez mais escassos no nosso meio. Fora essa questão, a falta de estrutura do local de trabalho (seja ele a sua redação ou o ambiente em que a pauta será produzida) são outras dificuldades, em alguns casos.
5 – O esporte acabou se tornando um produto midiático e da cultura de massa. Pois nota-se a produção e a veiculação de outras temáticas que não só envolvem assuntos relacionados as competições, mas também a vida pessoal dos atletas. O que você pensa sobre essa transformação do esporte em espetáculo?
Patrick - Essa questão me faz voltar a refletir na n° 2. De forma simples, entendo que, se a publicação da vida pessoal do atleta estiver ligada às superações dos mesmos para obter o sucesso esportivo, temos aí um ótimo ponto a abordar. Porém, quando passa para a fiscalização da vida social do atleta, torna-se uma questão bastante discutível. O esporte deve se resumir ao que acontece nos campos/quadras e nos treinos. Felizmente, nunca tive que produzir um conteúdo focado naquilo que chamados de "fofoca".
6 – Você acha que a experiência dentro de campo de um ex-atleta profissional é suficiente para assumir uma função de comentarista?
Patrick - Esse tema é, talvez, o mais polêmico nas conversas informais dos jornalistas. Contrariando boa parte (ou quase todos - risos) dos meus colegas, não vejo problema algum em ex-atletas assumirem os microfones. Não podemos ser hipócritas e acharmos que sabemos mais sobre o assunto do que quem viveu ele de fato. É óbvio que o ex-jogador sempre terá uma visão mais completa do seu esporte praticado. E isso é bom, pois complementa o trabalho do jornalista, que é mais técnico para informar e explicar. Em suma, vejo que há espaço para os dois (jornalistas e atletas), e a existência de um não precisa anular a do outro. Cada um faz a sua função e todo mundo (inclusive o público) sai feliz. E a nossa função é estudar para informar e opinar.
7 – Você pode me contar alguma curiosidades sobre o mundo do jornalismo esportivo?
Patrick - Uma coisa que me impressionou bastante é a diferença de percepção da realidade que o repórter e o telespectador/ouvinte/leitor têm. Lembro que, quando comecei a cobrir as entrevistas coletivas dos clubes, acabei me "decepcionando" (risos), de certa forma. Aquele luxo e organização das salas de imprensa, por exemplo, só existem para quem está acompanhando pela câmera. Quem frequenta o local vê um cenário muito mais amplo. Basta umpequeno quadrado para se instalar uma parede cheia de publicidade e colocar o atleta para dar entrevistas. Na imagem da TV, o material fica perfeito, mas o que é visto pode ser apenas um pequeno espaço no meio de um ambiente totalmente diferente quando visto por inteiro. Para ser mais específico, já notei isso bem antes, quando comecei a fazer algumas matérias eventuais e diversificadas para TV nos tempos de repórter de O Fluminense. Não é algo que muda a nossa vida, nem a do consumidor, mas é uma curiosidade que, confesso, me trouxe uma certa frustração (risos).
8 – Qual a sua visão sobre o futuro do jornalismo esportivo no Brasil?
Patrick - A exigência de velocidade "imposta" pelos sites e a pouca preocupação com a linguagem correta do idioma me trazem uma significativa preocupação com o futuro do jornalismo. Quem nunca viu um título que diz que "o Palmeiras perdeu para o Cruzeiro", e na verdade foi o contrário, mas publicaram antes, com pressa, e acabou dando errado? Quem nunca viu a palavra "dibrou" ao invés de "driblou" numa imagem sobre um jogador famoso? São coisas chatas, que incomodam quem preza pelo bom jornalismo, mas é fruto das exigências atuais (os "novos padrões"). Soma-se a isso a dificuldade encontrada no atual mercado de trabalho e as condições de salário e estrutura para trabalhar. Outra coisa que me incomoda bastante é a preocupação das empresas em "quantos idiomas o candidato àquela vaga tem?". Claro que ter fluência em várias línguas é importantíssimo, porém não pode ter peso maior do que a qualidade do repórter em sua essência. Todas essas questões mencionadas me deixam bastante receoso quanto ao nosso futuro.
6º período
Confira a entrevista concedida pelo jornalista esportivo Patrick Monteiro que se formou em 2014, na Universidade Cândido Mendes e trabalhou em lugares como no site do Chelsea Brasil e nos jornais O Fluminense e LANCE!
1 – Onde se formou, em qual ano e qual a sua trajetória profissional?
Patrick - Conclui a graduação de Jornalismo em dezembro de 2014, pela Universidade Candido Mendes. Minha primeira experiência foi no site Chelsea Brasil, onde fiquei por um ano, produzindo um trabalho voluntário, mas sendo responsável pelos principais conteúdos do site. No sexto período, comecei a estagiar no jornal O Fluminense, onde fiquei por dois anos (um como estagiário, além de seis meses como trainee e seis meses como profissional da casa). Lá, tive minha maior experiência profissional, pois, ainda como estagiário, cobri a Copa do Mundo FIFA Brasil 2014, in loco. Foram seis jogos: três pela fase de grupos (Bélgica x Rússia, Chile x Espanha e França x Equador), uma oitavas de final (Colômbia x Uruguai), uma quartas de final (Alemanha x França) e a final (Alemanha x Argentina). Na sequência, fui para o Diário LANCE!. Nesta empresa, foram sete meses de trabalhos variados (sempre relacionados ao futebol), como a cobertura do Fluminense FC, na condição de setorista.
2 – Você acha que o jornalismo esportivo vem perdendo sua essência e vem dando lugar a uma mistura de jornalismo com o entretenimento?
Patrick - Acho que seria um erro responder "sim" ou "não". O jornalismo esportivo, no contexto geral, segue com sua essência. Porém, não se pode negar que, atualmente, existe uma forte preocupação com o entretenimento, a qual eu considero exagerada. Não é difícil notar esse "exagero" ao assistirmos alguns programas de canais de TV especializados no assunto e acompanharmos suas respectivas páginas em redes sociais. Creio que isso aparece menos nos canais mais tradicionais e com mais "tempo de estrada". Isso também está muito ligado ao gosto do consumidor, mas eu, particularmente, como "consumidor", ainda prefiro acompanhar o esporte de forma mais técnica e menos "espetacularizada". Nas rádios e nos sites, esse "fenômeno" também acontece. Entendo que os jornais impressos seguem mais tradicionais, em sua maioria, na comparação com os outros mencionados acima. No caso das TVs abertas, que cobrem o esporte eventualmente, considero mais aceitável essa preocupação com o "show midiático", já que elas precisam abranger um público muito heterogêneo.
3 – O que diferencia uma abordagem de uma editoria esportiva para uma de outra editoria?
Patrick - A editoria esportiva sempre vai ser mais "alegre". É uma linguagem muito mais leve e próxima do receptor da mensagem. Porém, caso o repórter não fique atento, isso pode empobrecer seu texto, o que não é legal. Resumindo, o esporte te dá toda a liberdade para você explorar o seu texto, quebrar o protocolo do engessado "lead", etc. Mas é preciso ter criatividade para não se perder no meio das linhas.
4 – Quais são as maiores dificuldades encontradas na produção de matérias em uma editoria esportiva?
Patrick - O grande inimigo, hoje, não só do esporte, mas de todas as editorias, é o tempo. A internet contribuiu muito para facilitar o trabalho do repórter, mas tirou-lhe a paz. Uma coisa que me deixa bastante chateado é que a grande preocupação das empresas deste ramo passou a ser "publicar primeiro que o concorrente". Em nome desta velocidade desregulada, vale tudo, até uma informação errada (infelizmente). Apesar de ter essa opinião, já peguei o jornalismo na era moderna e, portanto, não tenho vivência em uma redação sem estes recursos técnicos e sua consequente exigência por velocidade. No entanto, ainda assim, vejo isso como um opositor ao bom trabalho. Textos bem elaborados estão cada vez mais escassos no nosso meio. Fora essa questão, a falta de estrutura do local de trabalho (seja ele a sua redação ou o ambiente em que a pauta será produzida) são outras dificuldades, em alguns casos.
5 – O esporte acabou se tornando um produto midiático e da cultura de massa. Pois nota-se a produção e a veiculação de outras temáticas que não só envolvem assuntos relacionados as competições, mas também a vida pessoal dos atletas. O que você pensa sobre essa transformação do esporte em espetáculo?
Patrick - Essa questão me faz voltar a refletir na n° 2. De forma simples, entendo que, se a publicação da vida pessoal do atleta estiver ligada às superações dos mesmos para obter o sucesso esportivo, temos aí um ótimo ponto a abordar. Porém, quando passa para a fiscalização da vida social do atleta, torna-se uma questão bastante discutível. O esporte deve se resumir ao que acontece nos campos/quadras e nos treinos. Felizmente, nunca tive que produzir um conteúdo focado naquilo que chamados de "fofoca".
6 – Você acha que a experiência dentro de campo de um ex-atleta profissional é suficiente para assumir uma função de comentarista?
Patrick - Esse tema é, talvez, o mais polêmico nas conversas informais dos jornalistas. Contrariando boa parte (ou quase todos - risos) dos meus colegas, não vejo problema algum em ex-atletas assumirem os microfones. Não podemos ser hipócritas e acharmos que sabemos mais sobre o assunto do que quem viveu ele de fato. É óbvio que o ex-jogador sempre terá uma visão mais completa do seu esporte praticado. E isso é bom, pois complementa o trabalho do jornalista, que é mais técnico para informar e explicar. Em suma, vejo que há espaço para os dois (jornalistas e atletas), e a existência de um não precisa anular a do outro. Cada um faz a sua função e todo mundo (inclusive o público) sai feliz. E a nossa função é estudar para informar e opinar.
7 – Você pode me contar alguma curiosidades sobre o mundo do jornalismo esportivo?
Patrick - Uma coisa que me impressionou bastante é a diferença de percepção da realidade que o repórter e o telespectador/ouvinte/leitor têm. Lembro que, quando comecei a cobrir as entrevistas coletivas dos clubes, acabei me "decepcionando" (risos), de certa forma. Aquele luxo e organização das salas de imprensa, por exemplo, só existem para quem está acompanhando pela câmera. Quem frequenta o local vê um cenário muito mais amplo. Basta umpequeno quadrado para se instalar uma parede cheia de publicidade e colocar o atleta para dar entrevistas. Na imagem da TV, o material fica perfeito, mas o que é visto pode ser apenas um pequeno espaço no meio de um ambiente totalmente diferente quando visto por inteiro. Para ser mais específico, já notei isso bem antes, quando comecei a fazer algumas matérias eventuais e diversificadas para TV nos tempos de repórter de O Fluminense. Não é algo que muda a nossa vida, nem a do consumidor, mas é uma curiosidade que, confesso, me trouxe uma certa frustração (risos).
8 – Qual a sua visão sobre o futuro do jornalismo esportivo no Brasil?
Patrick - A exigência de velocidade "imposta" pelos sites e a pouca preocupação com a linguagem correta do idioma me trazem uma significativa preocupação com o futuro do jornalismo. Quem nunca viu um título que diz que "o Palmeiras perdeu para o Cruzeiro", e na verdade foi o contrário, mas publicaram antes, com pressa, e acabou dando errado? Quem nunca viu a palavra "dibrou" ao invés de "driblou" numa imagem sobre um jogador famoso? São coisas chatas, que incomodam quem preza pelo bom jornalismo, mas é fruto das exigências atuais (os "novos padrões"). Soma-se a isso a dificuldade encontrada no atual mercado de trabalho e as condições de salário e estrutura para trabalhar. Outra coisa que me incomoda bastante é a preocupação das empresas em "quantos idiomas o candidato àquela vaga tem?". Claro que ter fluência em várias línguas é importantíssimo, porém não pode ter peso maior do que a qualidade do repórter em sua essência. Todas essas questões mencionadas me deixam bastante receoso quanto ao nosso futuro.
Temporal castiga os municípios de São Gonçalo e Niterói
Por Jessyca Damaso
6º período
6º período
Após um dia de forte calor, a chuva voltou a cair forte no Estado do Rio de Janeiro, durante a noite da última quinta-feira, o temporal castigou os municípios de Niterói e São Gonçalo, na Região Metropolitana no Rio.
No Fonseca, na Zona Norte de Niterói, a Alameda São Boaventura, principal via que corta o bairro, ficou alagada depois que o canal que divide as pistas transbordou, o que provocou transtornos na volta para casa, o trânsito ficou completamente parado, devido a forte correnteza da água.
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Caos nas ruas
Mathias Neto
8° período
Na última semana uma forte chuva atingiu a cidade de Araruama, e devido a falta de manutenção e descaso das autoridades após terem perdido as eleições, muitas ruas ficaram em um péssimo estado para a passagem de pedestres e até mesmo para os automóveis.Infelizmente essa situação é rotineira na cidade.Segundo a Defesa Civil, choveu 34 mm na madrugada de sexta, volume esperado para cinco dias.
8° período
Na última semana uma forte chuva atingiu a cidade de Araruama, e devido a falta de manutenção e descaso das autoridades após terem perdido as eleições, muitas ruas ficaram em um péssimo estado para a passagem de pedestres e até mesmo para os automóveis.Infelizmente essa situação é rotineira na cidade.Segundo a Defesa Civil, choveu 34 mm na madrugada de sexta, volume esperado para cinco dias.
Marimoon: de web celebridade a apresentadora de tv
Ivi Soares
7ºperíodo
Marimoon é o apelido da blogueira e youtuber Mariana de Souza Alves Lima, que ficou famosa na internet em 2003 através do fotolog, site que foi sucesso entre os jovens na época, desde então a Mari nunca saiu do mundo virtual e foi só se renovando durante todo esse tempo. Porém em 2008 ela se tornou apresentadora da Mtv Brasil. Hoje em dia a Mari tem um canal no youtube, onde da dicas de viagens, moda e fala um pouco sobre suas experiências. Além disso o blog Marimoon se tornou um espaço colaborativo e tem diversos colaboradores.
Confira a entrevista que fizemos com a Marimoon.
MN: Você foi a primeiras web celebridade do Brasil, em 2003 com o fotolog, hoje em dia existem muitas web celebridades e cada vez mais cresce o número de digital influencers. O que você acha que mudou na internet de 2003 até hoje?
MM: No início a internet era composta por pouquíssimas pessoas que tinham poder aquisitivo para comprar computador e que eram geeks o suficiente para saber programar uma homepage e fazer parte do universo online. Sem falar na velocidade que era ridícula (eu lembro de baixar wallpaper em ZIP e demorar um tempo) e na qualidade das câmeras. Então era difícil mostrar seu talento e as únicas mídias eram a TV, a revista, a radio, o cinema, etc. O famoso era aquele que tinha um programa, que era ator, que tava na capa da revista.
Depois que a internet, os computadores (e depois os celulares) e as câmeras de qualidade ficaram mais acessíveis (vale lembrar que pouco mais de 50% dos brasileiros estão conectados), estamos finalmente dando mais chance aos infinitos talentos que podem ser reconhecidos, porque cada um pode ser sua própria mídia e fazer nela o que bem entender.
E tem muita gente contribuindo cada vez mais em todos os setores: arte, entretenimento, jornalismo, educação... Estamos numa época muito interessante que está mudando completamente a nossa sociedade e a maneira que consumimos informação. Mas claro que mesmo tempo ficou mais fácil ver também o lado ruim dessa sociedade. Ficou mais fácil descobrir quem é racista, quem são os preconceituosos, quem está sofrendo abuso, onde estamos errando. E isso é ótimo porque vemos onde precisamos melhorar e trabalhamos em conjunto. Estamos todos de olho, tentando ajudar, tentando barrar quem oprime mudar a maneira da nossa sociedade de pensar. Se der tempo de salvar o planeta antes da gente destruí-lo, é capaz da gente evoluir e conquistar a paz mundial! Hahahah!
MN: Você sempre chamou atenção pela autenticidade e por ser original, além do cabelo colorido. Como você encara os padrões de beleza que vivem surgindo na internet?
MM: É sempre difícil ser o único da sala que é negro, o único da família que é gay, a única da cidade que tem um look estranho... Num grupo, se tem uma pessoa que se destaca porque é de alguma maneira diferente, o normal é rolar um preconceito, uma reação negativa. Excluir aquela pessoa, rir dela, fazer bullying. O diferente causa estranhamento e a sociedade não gosta de coisas que estejam fora do padrão.
Ainda tem muitos lugares que são assim, normalmente cidades pequenas. Agora eu vejo São Paulo abraçar a diversidade. Respeitar o diferente e até aprender com ele. Não é fácil, inclusive foi uma luta sangrenta, né? Muita gente apanhou e até morreu por ser diferente. Ainda existem diversos casos terríveis onde o diferente ainda não é aceito.
Mas as minorias, especialmente com a internet e com a coragem dos que deram os primeiros passos, ganharam mais força uma com a outra e as pessoas agora têm mais coragem de serem elas mesmas, mesmo que isso signifique ser diferente da maioria. Seja qual for essa diferença! E ficou mais fácil, porque já não somos mais os únicos. Somos grupos! E quando somos muitos, deixa de ser algo tão estranho. A gente meio que obrigada os outros a se acostumarem com a gente. Acho muito lindo ver a coragem que as pessoas começaram a ter para mudar isso e assumir sua personalidade, suas verdades, mesmo que isso cause reações negativas nos outros. Aos poucos estamos vendo pessoas mais criativas, mais exóticas, mais ousadas, passeando por aí sem medo de ser feliz, com orgulho de poder ser eles mesmos. Não só em SP mas em outras cidades!
MN: Você também foi a primeira web celebridade a sair da internet para a televisão, como foi para você essa transição?
MM: Quando eu fui pra TV a internet ainda era difícil demais fazer vídeos. As câmeras não eram tão boas e os computadores menos ainda. Eu até que fazia uns vlogs, mas eram bem ocasionais, justamente pq demorava uma vida pra editar e o meu PC era super lento! E na época nem se falava em monetização, em ganhar dinheiro na internet... Eu estava focada em trabalhar com internet, mas minha opção era a loja online que eu abri no começo dos anos 2000. Lá eu vendia tudo que tinha a ver com o meu estilo!Eu peguei o jeito com as câmeras na MTV e só depois que fui tentar fazer vlogs. Basicamente, quando você tá na TV tem uma equipe enorme ali contigo fazendo um programa. Apesar de que na Mtv era tudo criado em grupo e eu nem tinha texto direito, só tinha que dar uma notícia com as minhas palavras, tinha um diretor, um roteirista, um chefe de núcleo, câmera, editor, equipe de arte, operador de som... muita gente!!! No canal de youtube, que é autoral teu (na maioria das vezes), você tem que fazer tudo sozinho e isso dá um suuuuuper trabalho. Pessoalmente eu gosto dos dois, mas confesso que adoraria ter uma equipe trabalhando comigo no meu canal pra me ajudar, porque eu não tenho tempo pra editar e sinto que daria pra fazer algo bem mais legal se fizesse algo em grupo. Não sou a típica vlogger, eu gosto mesmo é de fazer programas que contam algum conteúdo num formatinho mais planejado e com uma identidade gráfica bonitinha! Eu cheguei a fazer o Siga@MariMoon em parceria com uma produtora e ele ficou irado! Mas é caro, né? Precisa de patrocínio pra sustentar e o youtube requer atualizações mais frequentes e ainda não tenho tantas marcas me apoiando pra fazer algo que tenha um custo maior. Estou com diversos projetos lindos na manga, esperando parceiros! Acho que eventualmente eles começam a rolar, vamos ver!
MN: Muitos jovens se interessam e querem ser blogueiros e youtubers como profissão?
MM: Muitos. Mas, mais do que pela grana, acho que tem que aproveitar a internet pra mostrar seu talento, suas ideias, criar um projeto legal, algo que seja maior do que você. Ser legal com as outras pessoas da internet, ajudar quem tá começando e precisa de uma força (podia ter bem mais disso) e nunca esquecer que a fama te possibilita muitas coisas legais pra você, mas pode ajudar intensamente muitas causas importantes, muitas causas que estão precisando urgente de ajuda. Vale trazer conscientização pro seu público sobre assuntos relevantes e ajudar o planeta, porque estamos precisando e muito!
MN: O principal meio de comunicação, ainda continua sendo a televisão. Você acha a internet pode vir a ultrapassar a televisão em algum momento?
MM: No inicio a internet possibilitou algo muito importante que a TV não tinha: escolher a hora e o local em que o público quer assistir determinado conteúdo. Então a TV começou a correr atrás com a programação "on demand", opções como o Netflix, que está chegando forte e dominando o mercado. Mas se você pensar bem, no fim é tudo conteúdo audiovisual. A maneira de consumir esse conteúdo mudou e os canais de TV, que na verdade são grandes produtoras e investidoras de audiovisual devem deixar de entregar seu conteúdo de forma linear, dando a oportunidade pras pessoas escolherem o que querem ver e que horas querem ver. Não sei o que o futuro nos reserva. São muitas opções e tudo depende de como pensam os caras que estão sentados nas poltronas caras tomando as decisões importantes.
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